31 de out de 2010

Das dores que não passam com beijo

A lembrança dói. Meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desiste, porque tudo dói.
Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança – uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta.
Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar. Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.

30 de out de 2010

O AMOR


Quanto ao amor? O amor… Não basta ter alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar muito pequeno: queremos o AMOR, todinho maiúsculo. Queremos visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de um outro jeito. É o que dá ver tanta televisão… Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.”

~ Mário Quintana ~

29 de out de 2010

Feliz Sábado!

Música do cd de Laura Morena, voz, melodia, letra, tudo perfeito!
Bom Sábado pra todos!
video



É preciso molhar os pés pra que o milagre aconteça

E tocar Suas vestes pra sentir o Seu poder
É preciso erguer bem alto o machado pra que o sacrifício apareça
E esperar por muitos anos até que a chuva desça



Para atravessar o mar,coloque o pé na água
Pra chegar ao outro lado você precisa acreditar
Deus quer abrir o mar pra você
Mas antes,você precisa crer


É preciso mergulhar a sétima vez

E clamar mais alto que o mundo para então voltar a ver
É preciso crer na cruz pra tornar-se um novo ser
E esperar só mais um pouco,até ver Jesus descer


Sem ver impossível é achegar-se a Deus

Pela fé os teus pés irão tocar,terra firme no meio do mar

28 de out de 2010

Aprendeu desde cedo

Essa aprendeu direitinho! kkkkk

''Odeio meninos,eles só querem beijar a gente e roubar nossa boneca e aí depois eles quebram elas''
Linda - 5 anos (discípula de Cailane) 


Não tem crise



Você diz: "Não tem crise" e acha graça da loucura.

Reconhecer a crise é o primeiro passo pra acabar com ela. 

Você diz: "Não tem crise". Mas cedo ou tarde ela se evidencia como uma estria, ai não tem saída, tem que aceitar. Você pode negar a crise por um dia, uma semana, um mês, mas um dia a crise estoura na sua mão.

Aceitar a crise é como passar água oxigenada no cabelo, clareia o problema na raiz.

A crise chega, você acha que é o fim, que acabou, mas ai começa tudo!

As crises dão medo, você receia o desconhecido, quase tanto quanto um cabeleireiro ruim.

Mas em japonês, chinês... ou em algum idioma oriental, crise significa oportunidade!

A crise é uma viagem de ida, mas também pode ser uma viagem de volta.

Novela Quase anjos

27 de out de 2010

Sinceramente


Já aceitei, não sei esconder meus sentimentos. Não sei, não consigo e não quero, não mais. Fica sempre estampado na minha cara, no meu olho, no desassossego ou sossego do meu corpo. Se eu gostar ou não de você, você saberá, sem que eu lhe diga uma palavra, acredite. É que aprendi a ser fiel ao que eu sinto mais que a qualquer coisa.
Foi preciso que eu me acostumasse com não saber esconder ou mentir sobre isso. Sou sincera com o que sinto, não engano ninguém e principalmente, não me engano. Não finjo estar feliz quando não estou; não finjo tristeza pra conseguir atenção; não finjo raiva só porque seria o convencional. Não consigo, não sou assim. E até que gosto, já odiei, mas me aceitei.
Quando você começa a ser sincero com o que sente, ainda que a situação seja desesperadora, você sabe o certo a fazer, pode até fazer o errado, mas não enganado.  Sinceridade tem um preço, você sente mais forte, fica vulnerável porque todo mundo sabe onde você é fraco e onde é forte, e assim como tudo nessa vida a gente escolhe se o preço vale a pena ou é alto demais. Pra mim tem valido a pena, tô pagando pra ver.

Damari Silveira

Expectativas borram maquiagens

"Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos. Não, não e não. Eu não quero dor. Eu não quero olhar no espelho e ver você escorrer, manchando minha cara bonita." 
Fernanda Young

25 de out de 2010

"A gente procura um analista em busca de definições. E depois de quase 3 anos juntos você descobre, que não há definição. Vida é falta de definição. É transitória mesmo. Agora eu entendi. Não tem a portinha certa. Não tem o mapa da mina. O mapa muda toda hora. A mina pode explodir a qualquer hora e qualquer lugar. Não é assim? Acho que eu vou te dar alta! Porque eu nunca vou estar pronta. Tudo que eu preciso é conviver bem com meu desalinho, com minha inconstância e com as surpresas que a vida traz. Ah, por falar em surpresas, estou adorando os quadros que estou fazendo. Tá sendo uma terapia pra mim. De resto Lopes, a vida continua. O sol continua manchando a minha pele, meus filhos continuam me dando trabalho. Mel Gibson? Continua firme e forte na minha imaginação. Tá rindo? É sinal que a minha vida tem graça. Porque agora eu sei, se eu tive problema um dia, não foi por falta de felicidade, não foi mesmo!"

Divã

24 de out de 2010

 Eu gostava tanto de ser eu. Agora, vivo com medo. Me sinto tão pequena. Pior do que isso: me sinto tão sozinha. Sabe quando você carrega umas coisas nas costas e não tem ninguém para dividir o peso? Me sinto assim.


Clarissa Corrêa



Conheci um homem que construiu a própria ferrovia. E o melhor, é que a construiu totalmente em linha reta. Sem uma unica curva. Ele tinha uma razão para isso. Não me lembro qual era. As razões se esquecem.

Paixão Proibida (filme)

21 de out de 2010

Dos ficantes aos namoridos



    
    Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.
    Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo?   Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.
    No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.
    Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava. 
    Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.
    Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.
    Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor. 
    Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.
    Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".


Martha Medeiros

18 de out de 2010

"leve fome permanente"

        Eu sou diferente de todo mundo que eu conheço, eu sei, todo mundo é, mas ainda não me acostumei com isso.  Quando eu sinto, sinto muito, muito mesmo, não sei ser só metade, um pouquinho, não dá. Sou inteira. Meu amor é inteiro, minha raiva é inteira, meu riso é inteiro, minha tristeza também, no meu mundo é tudo intenso e não conheço ninguém assim. É com isso que não me acostumo.
       Tem gente que gosta, mas não demonstra. Tem gente que ama, mas não fala. Tem quem fique triste, mas só uma parte. Não entendo, não mesmo.  Pra mim é impossível se dividir, acho sempre que é falta de amor, de cuidado, de preocupação, por isso vivo esperando mais.
       Eu sei que cada um ama de um jeito, sente de um jeito, mas ainda não aprendi a aceitar isso, quero receber lealdade igual a minha, cuidado igual o meu, respeito e amor do jeito q eu dou. Sei que isso é feio, egoísta soa falso... mas ainda não aprendi a dá sem receber. Me desculpe, mas espero de volta. Não deixo de sentir caso não haja retorno, mas me decepciono, choro e me dói, porque como já disse, tudo em mim é muito forte e espero de volta a mesma intensidade. Nunca vem.

5 de out de 2010

"A hora certa é aquela em que o coração diz bem baixinho "vai". E fim de papo, sem ladainha, sem nhéco nhéco, sem flores. A gente tem que ir. "  Clarissa Corrêa

1 de out de 2010

Um momento de beleza

Enquanto as crianças dançam no jardim sob o céu noturno e as luzes, vejo uma coisa.
Lua e Marie estão de mãos dadas.
Parecem muito felizes, curtindo este momento, vendo as crianças e as luzes em sua velha casa de alvenaria.
Lua beija Marie.
É só um beijinho de leve nos lábios.
E ela retribui o beijinho.
Ás vezes as pessoas são bonitas.
Não pela aparência física.
Nem pelo que dizem.
Só pelo que são.

Markus Zusak - Eu sou o mensageiro